A maioria das viagens para o Sul do Brasil começa com o mesmo erro: escolher apenas um destino. Em 8 dias, você pode conhecer a arquitetura premiada de Curitiba, mergulhar nas 42 praias de Florianópolis e terminar com chocolate quente em Gramado olhando para o cânion mais impressionante do país — tudo no mesmo roteiro, sem correria, gastando menos do que uma semana no Nordeste em alta temporada.
O Roteiro Dia a Dia
| Dias | Destino | Destaques |
|---|---|---|
| 1–2 | Curitiba, PR | Jardim Botânico, Rua das Flores, Museu Oscar Niemeyer, Ópera de Arame, Mercado Municipal |
| 3–5 | Florianópolis, SC | Lagoa da Conceição, Praia Mole, Praia da Joaquina (dunas), Armação, Ribeirão da Ilha |
| 6–8 | Gramado / Canela, RS | Parque do Caracol, Lago Negro, Moinho Colognese, chocolaterias, Canion Itaimbezinho |
Logística do Roteiro
O voo de entrada é Curitiba (CWB). De Curitiba a Florianópolis são 300 km pela BR-376 — cerca de 3h de carro, ou voo de 45 min se preferir não dirigir. De Florianópolis a Gramado são 360 km pela BR-101 e BR-116 — cerca de 3h30 a 4h de carro. Vale alugar carro em Curitiba e devolver em Porto Alegre (aeroporto de saída) para não fazer o caminho de volta.
Fazer o trajeto de carro permite parar nas cidades pelo caminho (Joinville, Blumenau) e chegar em Gramado sem depender de transfers. Alugar em Curitiba e devolver em POA costuma ter taxa de devolução em local diferente (R$150–350) — inclua no orçamento. Muitas vezes vale o custo pela flexibilidade.
Quanto Custa
| Categoria | Econômico | Médio | Conforto |
|---|---|---|---|
| Hospedagem (8 noites) | R$ 1.600 | R$ 2.800 | R$ 4.800 |
| Alimentação | R$ 800 | R$ 1.400 | R$ 2.400 |
| Transporte | R$ 850 | R$ 1.300 | R$ 2.000 |
| Passeios | R$ 280 | R$ 550 | R$ 900 |
| Extras | R$ 200 | R$ 350 | R$ 600 |
| Total por pessoa | R$ 3.730 | R$ 6.400 | R$ 10.700 |
Curitiba: A Capital Que Todo Brasileiro Subestima
Curitiba não é destino de praia e esse é exatamente o ponto — ela entrega uma experiência urbana de qualidade difícil de encontrar no Brasil. O Jardim Botânico com a estufa vitoriana é o cartão-postal, mas o que mais impressiona é a qualidade do espaço público: o Bosque do Papa, a Ópera de Arame (teatro dentro de uma pedreira com estrutura metálica), a Rua das Flores para pedestres. O Museu Oscar Niemeyer tem uma coleção permanente de arte contemporânea brasileira de altíssimo nível. Reserve meio dia para o Mercado Municipal — frios, especiarias gaúchas e o sanduíche de pernil que aparece em toda lista de gastronomia da cidade.
Florianópolis: Praias para Todos os Perfis
A ilha de Floripa tem 42 praias oficiais e cada uma tem um perfil diferente. Praia Mole e Galheta (nudismo) são as mais bonitas visualmente, com água mais fria e ondas boas. Joaquina tem dunas para sandboard e ondas fortes — destino dos surfistas. Lagoa da Conceição é o centro alternativo, com bares, restaurantes e stand-up paddle. Armação tem água mais calma e fundo de pedra para snorkel.
Em dezembro a fevereiro Floripa fica lotada — a ilha tem 500 mil habitantes e recebe mais de 1 milhão de turistas no verão. Preços dobram, trânsito fica intenso e a qualidade da experiência cai. A melhor época é março a novembro: menos gente, preços menores, água ainda quente até abril e praias vazias de maio em diante.
O Ribeirão da Ilha fica na parte sul da ilha, longe do movimento turístico. É o maior produtor de ostras do Brasil e os restaurantes locais servem dúzias de ostra frescas com limão e pimenta por R$30–50. Um dos melhores almoços de frutos do mar que você vai ter no país, sem fila e sem preço de turista.
Gramado e Canela: A Serra Gaúcha que Não Cansa
Gramado tem arquitetura de influência alemã e italiana, chocolaterias em cada esquina e um microclima que pode trazer neve esporádica em julho e agosto. O Parque do Caracol em Canela tem a Cascata do Caracol — queda de 131 metros no meio da floresta — e uma plataforma de vidro suspensa que dá vista para o Vale do Quilombo. O Moinho Colognese tem vinhos e licores produzidos na propriedade.
O Canion Itaimbezinho fica a 90 km de Gramado e merece um dia inteiro — é um dos maiores cânions do Brasil, com duas trilhas de borda e uma descida completa (esta última exige guia e dois dias). A vista da borda já justifica o deslocamento.
Como Planejar no Ao Leme
A Central da Viagem do Ao Leme permite criar Curitiba, Florianópolis e Gramado como destinos separados, com chegadas, saídas e noites definidas para cada um. O módulo de hospedagem mantém os dados de check-in e check-out de cada pousada ou hotel. O módulo de passeios (Lugares) permite listar o Jardim Botânico, as praias de Floripa e o Parque do Caracol com status de planejado ou visitado.
Perguntas Frequentes
Qual a melhor época para fazer o roteiro Curitiba, Floripa e Gramado?
De março a novembro para Florianópolis (menos gente, preços menores) e de abril a setembro para Gramado (frio, clima europeu). Julho é alta temporada em ambos — lotado e caro, mas com festivais de inverno em Gramado e Campos do Jordão.
Preciso alugar carro para esse roteiro?
Sim, recomendamos fortemente. O carro permite conectar as três cidades no seu ritmo, parar em Joinville ou Blumenau pelo caminho e se locomover entre as praias de Floripa sem depender de transporte público limitado.
Quantos dias mínimos preciso para cada cidade?
O mínimo é 2 dias em Curitiba, 2 em Floripa e 2 em Gramado/Canela. Com 8 dias, o ritmo fica confortável e sobra tempo para o Canion Itaimbezinho, que é imperdível.
Vale a pena voar entre as cidades em vez de dirigir?
Depende do orçamento. O trecho Curitiba-Floripa de avião custa R$ 200-400 e dura 45 min, mas você perde a flexibilidade do carro na ilha. A maioria dos viajantes prefere dirigir pela BR-376, que tem boa infraestrutura.
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