Você desce de sandboard por uma duna de 40 metros na Joaquina de manhã, almoça frutos do mar numa vila de pescadores na Barra da Lagoa, e termina o dia flutuando de stand-up paddle na Lagoa da Conceição com o pôr do sol pintando a Serra do Rio do Rastro ao fundo. Florianópolis tem 42 praias e a maioria dos turistas conhece apenas 3. Em 7 dias, seguindo o roteiro certo, você descobre os quatro quadrantes da ilha — do agito de Jurerê às praias desertas do extremo sul onde baleias francas aparecem sem aviso.
O Roteiro Dia a Dia
Norte: Jurerê Internacional e Canasvieiras
Jurerê Internacional é a praia mais badalada da ilha: estruturada, com beach clubs que chegam a cobrar R$200 de consumação mínima no verão. Fora do verão é acessível e muito bonita. A praia tem 6km de areia clara com águas calmas (mar de dentro da Baía Norte). Canasvieiras, vizinha, é mais familiar e tradicional. Ao entardecer, Ponta das Canas tem pôr do sol com vista para o continente.
Lagoa da Conceição: Stand-Up, Windsurf e Noite Alternativa
A Lagoa da Conceição não é praia de mar — é uma lagoa de água salobra no centro da ilha, com vento constante que faz dela a meca do windsurf e kitesurf do Sul do Brasil. SUP (stand-up paddle) você aluga por R$40/hora. À tarde, a orla da Lagoa tem restaurantes com vista e, à noite, o Point da Lagoa concentra bares alternativos, música ao vivo e uma clientela misturada de surfistas, artistas e turistas — bem diferente do circuito de Jurerê.
Leste: Praia Mole, Joaquina e Barra da Lagoa
Praia Mole é ponto de encontro da comunidade LGBTQIA+ e dos surfistas mais experientes da ilha — ondas fortes e ambiente descontraído. Joaquina, logo ao lado, tem as dunas de areia de 40m de altura onde você desce de sandboard (R$15 a prancha por turno). A Barra da Lagoa é uma vila de pescadores com canal, canoas e restaurantes de frutos do mar — o mais autêntico pedaço de Floripa que ainda resiste à turistificação excessiva.
Sul: Ilha do Campeche
A Ilha do Campeche só é acessível de barco (20min da praia do Campeche) e tem acesso controlado a 500 pessoas por dia — reserve com antecedência pela associação de pescadores. O motivo do controle: inscrições rupestres de 2.000 anos deixadas pelos índios Carijó nas pedras à beira-mar, e um dos ecossistemas marinhos mais preservados do litoral sul. A água é cristalina e azul — snorkel incluído no passeio.
Extremo Sul: Praia do Rosa e Pântano do Sul
O extremo sul da ilha guarda as praias mais desertas. A Praia do Rosa (tecnicamente em Imbituba, a 25km), a Armação e o Pântano do Sul são o antídoto perfeito ao turismo de massa do norte. Entre julho e outubro, de falésias ao redor da Praia do Rosa, é possível avistar baleias francas que chegam para parir — sem barco, sem tour, só você e o binóculo na falésia.
Centro Histórico e Mercado Público
A Florianópolis que os turistas de praia ignoram: o centro histórico da cidade-ilha tem a Catedral Metropolitana (séc. XVIII), o Museu Histórico de Santa Catarina (Palácio Cruz e Souza) e o Mercado Público — um prédio de 1851 que abriga açougues, quitandas e, no segundo andar, o Bar do Chico: ponto de encontro de políticos, jornalistas e intelectuais locais há décadas. O camarão à passarinho do mercado é lendário.
Trilha do Naufragado + Despedida
A Praia do Naufragado é a mais remota da ilha — acesso apenas por trilha de 2h a partir do Pântano do Sul. Uma praia de canto, com uma rara sobriedade: sem bares, sem estrutura, só natureza e mar aberto. A trilha passa por costão rochoso com vista para o Atlântico. Perfeita para despedir-se da ilha como ela merece: com esforço e recompensa. Retorno ao aeroporto no final da tarde.
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Quanto Custa
| Categoria | Econômico | Médio | Conforto |
|---|---|---|---|
| Hospedagem (7 noites) | R$ 1.400 | R$ 2.800 | R$ 5.600 |
| Alimentação | R$ 700 | R$ 1.400 | R$ 2.500 |
| Transporte | R$ 400 | R$ 700 | R$ 1.200 |
| Passeios | R$ 300 | R$ 600 | R$ 1.100 |
| Extras | R$ 200 | R$ 400 | R$ 700 |
| Total por pessoa | R$ 3.000 | R$ 5.900 | R$ 11.100 |
Dicas Práticas
🚗 Transporte na ilha: carro alugado ou moto são praticamente obrigatórios para este roteiro. O Uber funciona bem, mas pode demorar nas extremidades da ilha. No verão (dez-fev) o tráfego nas pontes e avenidas principais é épico — evite essa época se possível. Março a maio e outubro a novembro são os meses ideais: ainda quente mas sem a loucura do verão.
Perguntas Frequentes
Preciso de carro para explorar Florianópolis?
Praticamente sim. As praias ficam espalhadas pela ilha e o transporte público não cobre bem as extremidades. Uber funciona, mas pode demorar nas praias do sul. Alugar carro ou moto é a forma mais prática de seguir o roteiro completo.
Qual a melhor época para ir a Florianópolis?
Março a maio e outubro a novembro oferecem o melhor equilíbrio: praias vazias, clima agradável e preços mais baixos. O verão (dezembro a fevereiro) é quente mas extremamente lotado, com trânsito caótico nas pontes de acesso à ilha.
Dá para ver baleias em Florianópolis?
Sim, entre julho e outubro as baleias francas chegam ao litoral sul de Santa Catarina para parir. Da Praia do Rosa e das falésias da Armação é possível avistá-las a olho nu, sem necessidade de barco ou tour pago.
A Ilha do Campeche precisa de reserva antecipada?
Sim. O acesso é controlado e limitado a 500 pessoas por dia. Reserve com antecedência pela associação de pescadores que opera os barcos saindo da Praia do Campeche, especialmente em alta temporada.
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